A perda auditiva resulta em déficit nos hábitos sociais e intelectuais. Vários estudos demonstram que a surdez é grande causa de depressão e isolamento social. O surdo é alvo de críticas até dentro da família, pois tende a ouvir rádio ou televisão em volumes mais elevados, tendo tendência de falar mais alto, além dos familiares se irritarem ao ter que estar sempre repetindo as palavras. Com a progressão da doença, eles passam a se isolar das conversas por se sentirem envergonhados e incapacitados de acompanhar o assunto.
Quando detectada a disacusia, é imprescindível que medidas de reabilitação auditiva sejam tomadas imediatamente, diminuindo assim os prejuízos que as acompanham. Deve-se consultar um otorrinolaringologista para uma avaliação e detecção da causa da surdez e eliminação dos fatores desencadeantes e agravantes.
O tratamento das disacusias varia muito de acordo com a intensidade e a causa da mesma. A presença de uma rolha de cerume pode ser prontamente removida no próprio consultório restaurando imediatamente a audição. Algumas alterações podem ser resolvidas com algum procedimento cirúrgico, mas a grande maioria necessitará de adaptação aos aparelhos de amplificação sonora individual (AASI).
Houve grande avanço tecnológico nos AASI nos últimos anos, tornando-os muito eficientes e de tamanho reduzido, facilitando muito sua adaptação. Muitas barreiras ainda devem ser quebradas neste ramo pois os aparelhos auditivos ainda são alvo de muito preconceito.
A conscientização é muito importante e torna-se decisiva para a total satisfação e melhor adaptação a sua nova condição. A fonoaudióloga e o médico otorrinolaringologista são os profissionais mais adequados para realizar essa orientação, mostrando as vantagens e as limitações do aparelho, tornando as expectativas do usuário mais realistas, fortalecendo a confiança do indivíduo no trabalho desenvolvido.